‘Comecei desde pequena’, diz advogada que cuida de animais no CE

Liana fica feliz por poder ajudar animais abandonados

Nas redes sociais, ela busca mobilizar mais pessoas para a causa

A advogada Liana Mara, 30 anos, bem que podia dizer que já tem uma rotina atribulada, mas o amor pelos animais fez com que se dedicasse a mais uma tarefa: há cerca de seis meses, criou um grupo para resgatar e tratar bichos doentes e abandonados nas ruas de Fortaleza. ”É uma experiência muito válida, que completa a formação humana de uma pessoa. E sempre dá. Aquele pedacinho do dia que você chega do trabalho, descansa, às vezes assistindo à TV, dá para você fazer a diferença<, diz.

Como os alertas sobre animais em perigo surgem através das redes sociais, Liana monitora a internet durante o dia todo. Depois de seu expediente no Fórum Clóvis Beviláqua, ela passa cerca de quatro horas no período da noite fazendo a contabilidade do que foi gasto pelo grupo nos tratamentos dos animais e presta contas, pela web, aos demais participantes. Mas não reclama.

Para ela, o voluntariado dá

Até chegar aqui

O gosto pela atividade que hoje exerce como voluntária começou cedo.

Mas, até chegar ao ponto da organização que tem hoje, Liana recorda que sofreu muito por conta dessa dedicação aos bichos. Na infância, a mãe a proibiu de levar animais para casa.

Rotina

No voluntariado, a advogada toma para si uma responsabilidade paralela a sua atividade profissional, à vida pessoal e social. E, embora, defenda que trabalho voluntário não é lazer, Liana afirma que acrescenta satisfação ao seu dia.

Para manter a rotina puxada, Liana explica que é preciso muita dedicação e disciplina: ela acorda cedo, toma café da manhã na casa da mãe, onde visita os dois cachorros e passa a manhã e a tarde no fórum, onde realiza o trabalho assalariado, como costuma dizer.

Reuniões via Facebook

O Vakinha Permanente tem atualmente 238 integrantes que se relacionam, trocam informações e tomam as decisões. O trabalho tem base nas redes sociais. Mas o tratamento é feito num pet shop.

O local serve de base para as ações do grupo, que não tem uma sede.

Além disso, cada integrante do grupo contribui mensalmente com R$ 10, para ajudar no custeio do tratamento dos animais. Facebook e traz esses animais para tratamento<. A pesquisa desses animais é feita nas ruas mesmo e cada voluntário ou amigo avisa ao grupo, que então se reúne virtualmente.

Entre as pessoas que estão no grupo e os amigos, alguém recebe o animal, enquanto ele está sendo tratado. De acordo com a dona da clínica, a veterinária Ana Karinne Paiva, 30 anos, são atendidos em média 10 animais por mês em sua clínica. Enquanto os animais estão internados, o Vakinha Permanente procura novos voluntários que possam adotar obichinho recém-tratado.

 

Fonte: G1

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