Ex-prefeito é suspeito de envenenar animais na Bahia, diz procurador

Tutores relatam que 50 cães morreram porque comeram carne com veneno

A morte de pelo menos 50 animais é investigada no povoado de São Bento de Inhatá, na cidade de Amélia Rodrigues, a 84 km de Salvador. Polícia Civil e Poder Judiciário foram acionados após cães terem sido mortos por consumo de carne envenenada oferecida durante a tarde de quinta-feira (29).

Galinhas e urubus também morreram porque tiveram contato ou comeram a carne dos animais contaminados. Os corpos dos bichos foram encontrados na zona rural.

Representantes da prefeitura afirmam que moradores avistaram o ex-prefeito da cidade vizinha, Conceição de Jacuípe, João Barros de Oliveira, conhecido como João de Roque, dirigindo uma moto e jogando a carne com veneno em um percurso de aproximadamente cinco quilômetros. Em entrevista, ele negou as acusações.

Os animais mortos ainda podem ser encontrados nesta quarta-feira (5). Segundo a prefeitura, eles ainda não foram retirados porque, além de não desconfigurar a cena do crime, há o receio de contaminação das pessoas que atuarem na retirada.

O suspeito diz que não tem motivos para cometer o crime e que sempre conviveu com os vizinhos de forma pacífica. <É uma acusação terrível, eu vivi a vida inteira lá, não sei como essa história veio parar no meu lado. Não fiz isso e repudio. E, pelo que eu soube, não foi apenas na minha roça, foi na região inteira<, defende-se João de Roque. Ele comenta que a roça dele não tem casa e nem curral e que cachorros da vizinhança sempre viveram em seu terreno e ele não se incomodava com isso.

De acordo com o procurador do município, Geraldo Henrique Sampaio, até o momento, foram contabilizados pelo menos 90 animais mortos – 50 deles tiveram os corpos encontrados e alguns deles já enterrados, e os demais 40 ainda não teriam sido localizados por seus donos.

Caso a queixa contra o ex-político seja confirmada pelo inquérito policial e acatada pelo Ministério Público, ele deverá ser enquadrado no artigo 32 da Lei Ambiental (9605/98), que trata de práticas abusivas contra animais. A Procuradoria do Município também deve entrar com uma denúncia na Justiça, que deverá ser formulada após conclusão da perícia do Departamento de Polícia Técnica, que esteve no local na terça-feira (4).

O delegado da cidade não foi localizado para comentar as investigações.

 

Fonte: G1

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