Polícia começa a ouvir depoimentos sobre morte de cães em Sorocaba (SP)

Foto mostra animais mortos ao lado de uma morsa

30 animais foram encontrados mortos na Zoonoses

A Polícia Civil de Sorocaba (SP) começou a ouvir nesta quinta-feira (19) os representantes de ONGs de proteção aos animais sobre a denúncia do sacrifício de filhotes no Centro de Controle de Zoonoses da cidade.

Dois representantes foram ouvidos pela delegada Cássia Almagro Mezzono, titular na Delegacia de Proteção aos Animais. Os protetores alegam que os animais foram sacrificados mesmo estando saudáveis.

O caso aconteceu na quarta-feira (18). Foram encontrados 26 corpos de filhotes de cachorro, quatro de cães adultos e dois de gatos armazenados em sacos dentro de um freezer.

Em entrevista ao TEM Notícias, desta quinta-feira, o Secretário de Saúde, Ademir Watanabe, disse que os filhotes foram avaliados por uma médica veterinária, que constatou que eles apresentavam

Para dar início à investigação, cinco animais foram recolhidos para necropsia, mas dois deles foram descartados.

Morsa

Após a denúncia, algumas fotos começaram a circular na internet com imagens de animais mortos ao lado de uma morsa.

As imagens também foram enviadas à redacão do G1 pelo Instituto Cahon, ONG Socioambiental e de Direito dos Animais. O representante da ONG Honno Marques afirma que a foto foi registrada dentro do canil municipal na manhã de quarta-feira (18).

A investigadora Maria Cassia Virgili, que foi uma das primeiras a chegar ao local, confirma a existência da ferramenta e não descarta a hipótese de que o equipamento tenha sido usado para matar alguns filhotes.

A informação não foi confirmada pelo chefe dos investigadores, Márcio da Rocha.

A titular da Delegacia de Proteção aos Animais, Cássia Mezzono, afirma que também não viu a ferramenta no local.

O laudo da perícia deve sair em 30 dias. O próximo passo da polícia é ouvir a veterinária responsável pelo local, mas a data para isso não foi confirmada. Se for comprovado que eles estavam saudáveis quando foram sacrificados, a médica pode ser responsabilizada por maus-tratos com agravante de morte.

Inquérito

O promotor Jorge Alberto de Oliveira Marum instaurou na quinta-feira um inquérito civil para apurar o caso e deu um prazo de 30 dias para a prefeitura prestar esclarecimentos.

 

Fonte: G1

Compartilhe!


Deixe um comentário

XHTML: Você pode utilizar as seguintes tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>