Tutores da cadela queimada com ácido no DF recebem doações

A cadela Nina ao lado de doações recebidas

Eles dizem que cadela está sendo rejeitada por Condessa, a mãe dela

Os tutores da cadela Nina, que foi queimada há uma semana com um produto corrosivo no Distrito Federal, têm recebido doações de pessoas sensibilizadas pela história do animal. A cadela foi atacada com ácido na terça-feira de carnaval. Nesta segunda, um funcionário de um supermercado se apresentou à polícia dizendo ter jogado o líquido no animal pensando que fosse água.

Nesta terça, uma moradora do Lago Sul, área nobre de Brasília, entrou em contato com a família, se dizendo comovida com a história e mostrando interesse em ficar com a cadela, afirmou Luís Paulo Neto, namorado de Naiana Santos Beserra, tutora da cachorra.

Segundo ele, a família estuda a possibilidade de dar a cachorra para adoção se isso significar um melhor tratamento para o animal.

No domingo, depois da divulgação da notícia sobre os maus-tratos à cadela, duas mulheres que também moram na área central da capital, procuraram a família para doar um cobertor, comida e dinheiro para a compra de remédios.

Um morador de Santa Maria levou uma cama e cobertores. Os vizinhos dos tutores da cadela ajudaram com indicações de médicos veterinários.

Esta semana, Nina foi atendida pelos veterinários da Faculdade Integrada da União Educacional do Planalto Central (Faciplac). O diagnóstico foi de uma recuperação demorada com acompanhamento especial com o olho e o ouvido da cachorra, afetados pelo ácido.

Nina não pode pegar sol por causa das queimaduras. Segundo os tutores, a cadela só sai de dentro de casa durante a noite, e fica no gramado, o lugar mais fresco da casa.

Segundo Luís Paulo, a cadela mudou o comportamento depois do ocorrido.

Rejeição de mãe

Segundo Neto, a mãe de Nina, Condessa, passou a rejeitar a filha após ela ter sido atacada com ácido.

Para Naiane, a sensação é que a cadela agora tem medo das pessoas.

Investigação

Segundo a polícia, o rapaz que se apresentou como a pessoa que jogou o líquido corrosivo em Nina trabalha em um supermercado próximo da residência dos tutores da cachorra. Aos policiais, o rapaz explicou que o animal costumava comer frangos no açougue do supermercado, mas os tutores de Nina dizem que a cadela não costumava entrar no estabelecimento.

Após prestar depoimento, o homem foi liberado. A polícia encaminhou o inquérito para o Ministério Público. Se ele for julgado e condenado, pode pegar até um ano de prisão por maus-tratos a animais.

A veterinária Jeandra Ferraresi, que fez o primeiro atendimento no animal no dia do ataque, disse que o produto jogado na cachorra pode ter sido soda caústica ou algum outro tipo de ácido.

Conexão Pet torce para que Nina se recupere das feridas físicas e psicológicas. E também esperamos que ela receba o melhor tratamento possível, seja com os tutores atuais ou com uma nova família.

 

Fonte: G1

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